Notícias
Notícias
Informação guardada mesmo em tempo de crise
(13-09-2010)

"Nem todos perspectivam a retoma do mercado de storage para o curto prazo, mas a explosão digital deverá impulsionar a necessidade de armazenamento"

Este foi o lead da notícia publicada no "Semana Informática" nº 987 dedicado ao Storage. Pode ler a notícia na totalidade aqui.

O artigo está bastante completo com a visão dos vários players do Mercado. Contudo a CIL não queria perder a oportunidade de expor a sua perspectiva isoladamente. Apresentamos de seguida uma entrevista ao Director Comercial Miguel Silva acerca do mercado do Storage em Portugal:

 

1. Como evoluiu o investimento neste tipo de soluções ao longo do último ano? A contenção que se fez notar em algumas áreas de negócio tecnológico também se regista no Storage?

Temos de diferenciar e separar as várias vertentes das soluções de Storage Empresariais, nomeadamente em consolidação de informação e infra-estrutura; arquivo; backup/recovery e Ferramentas de Gestão. Claramente que o ultimo ano, à imagem com o que acontece em outras áreas, não foi um ano de grandes investimentos por questões de contenção orçamental. No “Storage”, notou-se uma preocupação e algum investimento na consolidação, nomeadamente em soluções que também incluem virtualização, tendo-se registado também alguma evolução na componente de Backup e Recovery.

 

 2. Que avaliação fazem do mercado nacional neste momento e que tipo de expectativas de investimento têm para o curto/médio prazo?

O mercado está a evoluir lentamente. Cada vez menos verbas para investimento em TI e SI, o que leva a que sejamos mais dinâmicos e criativos em apresentar valor acrescentado aos clientes, e justificar inequivocamente o investimento em TI como algo fulcral e decisivo na sua organização. Muitas vezes o recurso a Aluguer Operacional é uma vantagem e ajuda a concretizar projectos. A nossa expectativa é que o mercado continue a crescer, mas de forma mais acentuada que até aqui, uma vez que o crescimento exponencial dos dados e equipamentos móveis; a passagem de muita informação do mundo analógico para o digital e as mais recentes alterações Legais, que obrigam à manutenção destes dados nalgumas áreas de actividade, são uma realidade.

 

 3. Como compara o mercado português com os outros mercados?

O mercado Português em termos de disponibilização de tecnologias e recursos em nada fica atrás dos restantes mercados Europeus, bem pelo contrário, pois temos sido pioneiros em aplicar novas tendências e tecnologias no mercado nacional, ao longo dos nossos 32 anos de existência. Nota-se sim, uma evolução significativa das empresas Portuguesas, (mais lenta nas PME, com um numero mais limitado de recursos nas suas equipas de IT), que procuram soluções em ter o que de melhor existe no mercado e quem lhes pode oferecer o melhor TCO e ROI, algo que não existia no passado. Hoje em dia o preço é uma preocupação, mas não é o único factor de avaliação/decisão. Cada vez mais existe uma consciencialização de usar a menor verba possível na melhor tecnologia disponível e que ofereça a melhor protecção de investimento.

 

4. Quais as soluções mais procuradas e no que consistem? Há outras que poderiam servir as necessidades de negócio das empresas portuguesas que considerem não estar a ser devidamente equacionadas?

Claramente que as solicitações para soluções de consolidação ainda são as mais comuns. Desta forma conseguimos concentrar numa infra-estrutura mais reduzida; fácil de gerir e menos complexa,  toda a nossa informação optimizando recursos técnicos. É demasiado o tempo que se perde numa empresa a gerir ilhas de informação; Garantias; contratos; peças; etc. Numa infra-estrutura consolidada, o tempo que se poupa em gestão, pode ser investido noutras áreas, nomeadamente em formação dos recursos técnicos residentes em novas tecnologias.

As questões ambientais, tipicamente o consumo dos equipamentos, cada vez mais são avaliadas, uma vez que estão directamente ligadas aos custos operacionais da solução e isso financeiramente é relevante. Uma Infra-Estrutura consolidada e virtualizada significa muito menor consumo energético; maior rapidez e flexibilidade em disponibilizar recursos / serviços e possui um Retorno de Investimento (ROI) muito mais rápido.

Uma das áreas que achamos ainda não estar a ser equacionada devidamente é a disponibilização e integridade dos dados em caso de acidente e a segmentação da informação. Uma coisa são as necessidades recorrentes do negócio, outra são as que surgem inesperadamente e que podem significar milhares de Euros de prejuízo.

Com o crescimento da oferta dos operadores em  largura de banda, actualmente, e com recurso a tecnologia IP, o investimento em soluções de D&R é muito mais reduzido. Muitas empresas ainda efectuam backups para tapes e raramente verificam se os dados estão íntegros ou não. Outra das áreas a que devem prestar atenção é ao ciclo de vida da informação; o valor da mesma; Arquivo Online e aos recursos que dados menos importantes ou menos acedidos estão a consumir na sua infra-estrutura de produção. Em muitas empresas, infelizmente, a componente Tecnológica e onde assenta toda a informação critica, ainda é vista como uma fonte de custos e não como algo de valor extraordinariamente importante que pode e deve ser usado para potenciar esse mesmo negócio. “Quanto vale a minha informação e qual o impacto se perder o acesso à mesma”, são questões que muitos clientes nunca fizeram.

 

 5. Quais os aspectos a ter em conta na escolha de uma solução de Storage?

O principal aspecto é saber escolher os parceiros correctos. Existem muitas soluções no mercado e torna-se difícil por vezes identificar as mais valias de umas e doutras; quais de facto necessitamos e que valor acrescentado podemos trazer ao nosso negócio. A experiencia; a base instalada e o reconhecimento dos Fabricantes são um dos aspectos que os clientes devem ter em conta na nomeação dos parceiros.

 

 6. Quais pensa serem as principais condicionantes do mercado de Storage e o que seria necessário para contornar tais obstáculos?

Tirando as questões de índole financeira, tem de existir uma maior apetência dos gestores e responsáveis de TI em utilizar novas tecnologias que estejam de facto ao serviço do seu negócio, especialmente nas PME. Muitas vezes o principal obstáculo é a fobia da mudança. Actualmente, a titulo de exemplo, uma solução de consolidação é um investimento bastante mais acessível que há uns anos atrás e consegue oferecer várias tecnologias num único equipamento (Fibre-Channel; iSCSI/IP; 10GBe; etc). Com o recurso a tecnologia IP, podemos implementar uma solução de baixo custo utilizando a infra-estrutura de dados existente no cliente.

 

 7. Quais as áreas de actividade com mais espaço para evoluir e que tendências se podem adivinhar ou acentuar no Storage? Serão suficientes para acompanhar o aumento da informação digital?

As soluções existem e certamente serão capazes de acompanhar e adaptar-se ás evoluções do mercado e ao crescimento acentuado da informação digital. A pergunta que se faz é se as empresas estarão conscientes desse aumento e se estão preparadas para o armazenar; disponibilizar e gerir. Esta preocupação é transversal a praticamente todas as áreas de actividade uma vez que quase tudo o que nos rodeia gera informação.

Como até aqui, iremos ter diversas necessidades a serem endereçadas de maneira diferente. Essa é a vantagem da Tecnologia. Dispomos dela em diversas formas e sabores e podemo-la adaptar a praticamente todo o tipo de necessidade, sendo o Know-How de quem endereça a necessidade (a capacidade de qualificação técnica e desenho da arquitectura destas mesmas tecnologias) o que diferenciará um bom projecto de um mau projecto.

O conceito Cloud será cada vez mais falado, mas a verdade é que quase todos nós na sua vida pessoal já o usamos com contas de mail; armazenagem e partilha de fotos/video; etc, hà alguns anos. O transporte deste conceito para as empresas já é outra história.

 

 

 


 

 

 


 

« voltar
design by OUTMarketing - powered by Bright
Compre o Microsoft Office com até 60% de desconto.